TIPOS DE CÂNCER
TIPOS DE CÂNCER
A vulva é formada pelos grandes lábios, pequenos lábios, clitóris, introito vaginal e glândulas de Bartholin, que ajudam na lubrificação, sendo o câncer vulvar representa 0,3% de todos os novos casos de câncer nos Estados Unidos, geralmente diagnosticado entre 65 e 74 anos. O carcinoma de células escamosas (CEC) é o tipo mais comum, além desses temos os adenocarcinomas, que acometem as glândulas de Bartholin e glândulas sudoríparas, melanomas e sarcomas. O câncer de vulva tem desenvolvimento lento, a partir de lesões pré-cancerosas que podem ser tratadas precocemente, antes que o câncer se instale.
Os fatores de risco incluem aumento da idade, infecção por HPV, tabagismo, condições inflamatórias da vulva, radiação pélvica prévia e imunodeficiência. Geralmente se apresenta como uma lesão eritematosa, uma placa escamosa, placas ou úlcera, ou uma massa mal definida. As lesões de carcinoma verrucoso geralmente têm aparência de couve-flor. Quaisquer lesões suspeitas merecem investigação adicional, incluindo exame pélvico, exame especular, colposcopia da vulva e vagina e biópsia. Nos casos de melanoma vulvar, a atenção à regra ABCDE (sigla dermatológica para assimetria, irregularidade da borda, cor, diâmetro e evolução) pode auxiliar no diagnóstico clínico.
O padrão-ouro para o diagnóstico de câncer vulvar continua sendo o diagnóstico histológico, embora a correlação clínica tenha valor significativo. Qualquer lesão suspeita deve ser biopsiada e cuidadosamente examinada quanto à sua posição anatômica precisa em relação à linha média e à distância do intróito vaginal; isso é crucial para o manejo cirúrgico planejado. Estudos de imagem podem ser indicados para avaliar a extensão da doença. Se houver suspeita de envolvimento vesical ou retal, deve-se realizar cistoscopia e retoscopia. Na doença de Paget, o rastreamento deve ser feito para outras malignidades, incluindo câncer geniturinário, gastrointestinal e de mama, especialmente considerando que a causa mais comum da doença de Paget vulvar secundária são os adenocarcinomas anorretais e uroteliais.
A cirurgia é o tratamento primário da doença em estágio inicial. O risco de recorrência está associado ao tamanho do tumor, envolvimento dos linfonodos e margens positivas. A decisão de realizar linfadenectomia de estadiamento deve ser cuidadosamente considerada com base no risco de doença oculta e morbidade. O tipo de avaliação do linfonodo também impacta na morbidade, com aqueles submetidos à linfadenectomia completa com risco cinco vezes maior de linfedema do que aqueles submetidos à biópsia do linfonodo sentinela (SNL). A quimioterapia e radioterapia adjuvantes também podem ser consideradas dependendo do estágio da doença. Converse com seu médico ou um especialista sobre como você pode diminuir os riscos de desenvolver esse tipo de câncer.
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