TIPOS DE CÂNCER
TIPOS DE CÂNCER
Apesar de vacinas mais eficazes e modalidades de triagem para displasia cervical e câncer, o câncer do colo do útero continua a ser o quarto câncer mais comum em mulheres em todo o mundo (se excluídos os tumores de tumores de pele não melanoma ele passa a ocupar a 3° posição), com mais de 16.710 (2020 – INCA) novos casos por ano no Brasil e cerca de 1/3 desse número evolui para óbito. Em países desenvolvidos, as taxas de câncer do colo do útero são menores devido o acesso à prevenção e rastreamento, no entanto, apesar disso, ainda foram esperados 13.170 novos casos e 4.250 de mortes por câncer de colo de útero em mulheres nos Estados Unidos em 2021.
Os dois principais tipos histológicos são: o carcinoma de células escamosas (CEC) como a histologia mais comum, representando aproximadamente 70-75% dos casos, enquanto 10-25% dos casos são adenocarcinomas (ADENO), cuja incidência aumentou nas últimas décadas. Mesmo com origens histológicas diferentes, CEC e ADENO compartilham muitos fatores de risco, como infecção pelo HPV, aumento do número de parceiros sexuais e uso prolongado de anticoncepcionais orais. Em geral, o tratamento de primeira linha é o mesmo para ambas as histologias, sendo consideradas uma única entidade.
A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento. Existe uma fase pré-clínica (sem sintomas) do câncer do colo do útero, em que a detecção de lesões precursoras (que antecedem o aparecimento da doença) pode ser feita através do exame preventivo (Papanicolau). O exame preventivo Papanicolau é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico precoce da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública e sua realização periódica permite reduzir a ocorrência e a mortalidade pela doença. É muito importante retornar ao local onde foi realizado o exame (ambulatório, consultório, posto ou centro de saúde) na data marcada para saber o resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado e apresentá-lo ao médico
O diagnóstico é realizado através do exame clínico e da avaliação histológica de uma biópsia cervical. O exame físico da pelve deve ser realizado em qualquer paciente com sintomas. A visualização do colo do útero ao exame especular pode revelar uma aparência normal ou uma lesão cervical visível. A colposcopia permite examinar o colo do útero por meio de um aparelho chamado colposcópio, que se assemelha a um par de binóculos. Ele produz uma imagem ampliada, entre 10 a 40 vezes, que possibilita que o médico identifique lesões imperceptíveis a olho nu. O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia, que é a retirada de uma amostra de tecido, que vai ser analisada ao microscópio para ver se nela há células cancerosas.
O sistema de estadiamento do câncer de colo uterino instituído em 2018 pela FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), incluem detalhes da biópsia e achados de imagem a serem incluídos no estágio atribuído aos pacientes. As principais opções de tratamento para o câncer de colo do útero incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo e imunoterapia, que podem ser realizadas isoladamente ou em combinação, dependendo do estágio da doença. Muitas vezes, duas dessas abordagens podem ser usadas. A cirurgia é adequada para estágios iniciais, onde a conização cervical, histerectomia simples ou histerectomia radical podem ser selecionadas de acordo com o estágio da doença. Nos países de baixa e média renda, a maioria dos pacientes apresenta doença localmente avançada, onde a cirurgia desempenha um papel limitado. Além de seu papel curativo, a radioterapia também pode ser usada como terapia adjuvante para pacientes operados para prevenir recorrência locorregional, embora o papel da “dupla modalidade” seja desencorajado, e como terapia paliativa para aliviar sintomas angustiantes em pacientes com doença incurável avançada. A quimioterapia pode ser usada para tratar a disseminação da doença para outros órgãos e tecidos. Também pode ser útil no tratamento da recidiva da doença após o tratamento com quimiorradiação (a quimioterapia potencializa a radioterapia). Converse com seu médico ou um especialista sobre como você pode diminuir os riscos de desenvolver esse tipo de câncer.
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