TIPOS DE CÂNCER

Câncer de estômago

TIPOS DE CÂNCER

Câncer de estômago

Sobre o câncer

Os cânceres de estômago tendem a se desenvolver lentamente ao longo de muitos anos, e no Brasil é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres. Antes que um câncer se desenvolva, muitas vezes ocorrem alterações pré-cancerígenas no revestimento interno (mucosa) do estômago. Essas alterações iniciais raramente causam sintomas, por isso muitas vezes passam despercebidas. Eles podem começar em diferentes partes do estômago promovendo sintomas diferentes. A localização do câncer também pode afetar as opções de tratamento. Por exemplo, os cânceres que começam ou crescem na junção gastroesofágica geralmente podem ser tratados da mesma forma que os cânceres do esôfago, por exemplo.

O câncer de estômago também conhecido por câncer gástrico tem o adenocarcinoma como o tipo responsável por cerca de 95% dos casos. Outros tipos de tumores, como linfomas e sarcomas, também podem ocorrer no estômago. Os linfomas são diagnosticados em cerca de 3% dos casos. Sarcomas são tumores raros, iniciados nos tecidos que dão origem a músculos, ossos e cartilagens. O TNE (tumor neuroendócrino), linfoma e GIST são outros tipos que podem comprometer o estômago.

O câncer gástrico em estágio inicial raramente causa sintomas. Em países onde a triagem não é rotineira, como os Estados Unidos, a maioria dos cânceres de estômago não são encontrados até que tenham crescido bastante ou se espalhado para fora do estômago.

Quando causa sinais e sintomas, eles podem incluir: Pouco apetite, Perda de peso, dor abdominal, sentir-se cheio depois de comer apenas uma pequena refeição, azia ou indigestão, náusea, vômitos com ou sem sangue, inchaço ou acúmulo de líquido no abdome, sangue nas fezes, sentir-se cansado (anemia)

A maioria desses sintomas é mais provável de ser causada por outras coisas além do câncer de estômago, como uma infecção viral ou uma úlcera. Alguns desses sintomas também podem ser causados ​​por outros tipos de câncer. Mas as pessoas que têm algum desses problemas, especialmente se eles não desaparecerem ou piorarem, devem consultar um médico para que a causa possa ser encontrada e tratada, se necessário.

Helicobacter pylori (H. pylori) é um tipo comum de bactéria que tem sido associada a um risco elevado de câncer de estômago. Alguns estudos mostraram que certos tipos de H. pylori (especialmente as cepas cagA) estão mais fortemente ligados ao câncer de estômago do que outros. Algumas características hereditárias relacionadas a grupos sanguíneos também podem afetar se alguém infectado com H pylori desenvolverá câncer. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para ajudar os médicos a determinar como usar essas informações para testar quais pessoas podem estar em maior risco de desenvolver esse tipo de câncer.

Diagnóstico / Tratamento

O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta através de biópsia colhida do sitio tumoral e enviado a um laboratório para que seja confirmado (ou não) a presença de câncer e definido qual o tipo histológico. Se for confirmado a presença de um tumor maligno no estômago, geralmente será necessária a realização de tomografias computadorizadas para avaliar a extensão tumoral. Em alguns casos, quando o câncer parece estar em uma fase mais inicial, pode ser solicitada ultrassonografia endoscópica (exame semelhante à endoscopia digestiva alta, em que na ponta do tubo introduzido pela garganta há um aparelho de ultrassom) para determinar o estadiamento.

A cirurgia para remover o câncer geralmente faz parte do tratamento, se puder ser realizada, pois oferece a melhor chance de sobrevivência a longo prazo. Mas a cirurgia pode não ser uma boa opção se o câncer está em uma fase mais avançada, se espalhou amplamente ou se uma pessoa não é saudável o suficiente para isso.

Outros tratamentos, como quimioterapia e radioterapia, na maioria das vezes também fazem parte do tratamento, juntamente com ou em vez da cirurgia. Tratamentos mais recentes, como terapias alvo e imunoterapia, também podem ser úteis em algumas situações. Converse com seu médico ou um especialista sobre como você pode diminuir os riscos de desenvolver esse tipo de câncer.

Fonte: Journal of clinical oncology. Março de 2022; JCO2102242.