TIPOS DE CÂNCER

Câncer de pâncreas

TIPOS DE CÂNCER

Câncer de pâncreas

Sobre o câncer

O pâncreas é um órgão que fica atrás do estômago. Tem a forma de um peixe com uma cabeça larga, um corpo afilado e uma cauda estreita e pontiaguda. O tipo mais comum de câncer de pâncreas, o adenocarcinoma do pâncreas, começa quando as células exócrinas do pâncreas começam a crescer fora de controle. A maior parte do pâncreas é composta de células exócrinas que formam as glândulas e ductos exócrinos. As glândulas exócrinas produzem enzimas pancreáticas que são liberadas no intestino para ajudá-lo a digerir os alimentos (especialmente as gorduras). As enzimas são liberadas em tubos minúsculos chamados ductos que eventualmente desembocam no ducto pancreático principal. O ducto pancreático se funde com o ducto biliar comum (o ducto que transporta a bile do fígado) e deságua no duodeno (a primeira parte do intestino delgado) na ampola de Vater. As células endócrinas constituem uma porcentagem menor das células do pâncreas. Essas células produzem hormônios importantes como insulina e glucagon (que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue) e os liberam diretamente no sangue. Os tumores neuroendócrinos pancreáticos começam nas células endócrinas.

O câncer de pâncreas inicial, em sua maioria, não pode ser sentido pelos profissionais de saúde durante os exames físicos de rotina. Infelizmente, o câncer de pâncreas geralmente se apresenta tardiamente e apenas 20% dos pacientes com câncer de pâncreas têm doença ressecável cirurgicamente no momento da apresentação. As tomografias computadorizadas são frequentemente usadas para diagnosticar o câncer de pâncreas porque podem mostrar o pâncreas com bastante clareza. Eles também podem ajudar a mostrar se o câncer se espalhou para órgãos próximos ao pâncreas, bem como para linfonodos e órgãos distantes. Além disso pode ser usada para guiar uma agulha de biópsia em um tumor pancreático suspeito. Outros exames como a colangiopancreatografia por ressonância magnética (usada para observar os ductos pancreáticos e biliares), o ultrassom endoscópico (uma pequena sonda de ultrassonografia na ponta de um endoscópio, usado para examinar o interior do trato digestivo e obter amostras de biópsia de um tumor) e exames de sangue, incluindo a dosagem do antígeno CA 19.9, podem ajudar no raciocínio e diagnóstico definitivo.

Fatores de risco hereditários e não hereditários para o desenvolvimento do câncer de pâncreas estão envolvidos e a menor parcela, algo em torno de 10% a 15% dos casos, decorre de fatores de risco hereditários. Os fatores que impactam na sobrevida incluem idade, sexo, qualidade dos cuidados de saúde disponíveis, presença de comorbidades (obesidade e diabetes) e hábitos de vida (tabagismo, etilismo, fatores dietéticos) e alguns deles são responsáveis ​​pela diferença nas taxas de sobrevida entre os países. No entanto, o principal fator que influencia o resultado da doença é o estágio do tumor no momento do diagnóstico. As três precursoras mais bem caracterizadas do adenocarcinoma são a neoplasia intraepitelial pancreática (PanIN), as neoplasias mucinosas papilares intraductais (IPMN) e as neoplasias císticas mucinosas (MCN). Cada uma delas tem características clínicas, patológicas e moleculares únicas.

Diagnóstico / Tratamento

Fraqueza, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal, urina escura (colúria), olhos e pele amarelados (icterícia), náuseas e dores nas costas. Essa variedade de sinais e sintomas não são específicos do câncer de pâncreas, e esse é um dos fatores que colabora para o diagnóstico tardio da doença. Importante frisar a questão do diabetes, que tanto pode ser um fator de risco para o câncer de pâncreas, como uma manifestação clínica que antecede o diagnóstico da neoplasia. Assim, o surgimento recente de diabetes em adultos pode ser uma eventual antecipação do diagnóstico do câncer pancreático.

A ressecção cirúrgica é o único tratamento que oferece um potencial de cura do câncer de pâncreas e a adição de quimioterapia no cenário adjuvante tem demonstrado melhorar as taxas de sobrevida. Houve alguns resultados otimistas mostrando uma melhora adicional na sobrevida com a administração de quimio/radioterapia no cenário neoadjuvante, mas são necessários mais trabalhos para identificar qual grupo de pacientes será mais beneficiado. Nos casos em que a cirurgia não seja apropriada, a radioterapia e a quimioterapia podem ser formas de tratamento em cenários paliativos, associadas a todo o suporte paliativo necessário para minimizar os transtornos gerados pela doença. Desta forma, dor, depressão, falta de ar ou qualquer outra manifestação deve ser objeto da atenção da equipe de cuidado. Converse com seu médico ou um especialista sobre como você pode diminuir os riscos de desenvolver esse tipo de câncer.

Fonte: World Journal of Gastroenterology. 21 de novembro de 2018; 24(43): 4846-4861; National Cancer Institute (USA), 2022; INCA, 2021.